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A palavra em conchas

Olho minhas mãos fechadas como conchas, como ostras a guardar a pérola precisa da palavra que será escrita, vertida para o papel em branco, virgem de sentimentos e semântica.

Mas estas mãos, conchas ligeiramente abertas, devem ser como orelhas atentas ao ritmo interno do escritor, cochichando ao ouvido do leitor.

A palavra, íntima, cultivada em águas profundas, chega à superfície, onde, escancarada, pede pausa, reflexão, palma, silêncio. Pede finas estruturas e texturas. Pede a fôrma, o botão de rosa e a boca de todos os amores e desenganos, pois tem raízes libertinas e voos de libélula.

Não se engane: esqueça a opinião alheia. Escreva. A palavra é o cerne, é o centro da Humanidade, dos papiros aos papéis, do códex à tela do micro. A palavra sobrevive a todos esses naufrágios e processos, pois ela tem dignidade, razão, construção, emoção.

A palavra guarda territórios interiores: tem revelações a fazer de dentro para fora. Eu posso dizer ao meu amado: “eu tenho fome”. Mas isso não significa a fome trivial, banal, de panelas vazias e misérias expostas.

Eu tenho fome da palavra perfeita que pode ser moída e revelar assombro, encantamento, pudor, luz, cor, formas, cheiros, sabores, olhares, gingados, abraços, calores… um ciclo inteiro e inevitável de vida que jamais se acabará, pois todas elas estão reservadas e sobrevivem – inquietas – em minhas mãos fechadas como conchas.

À espera dos girassóis. Solange Sólon Borges. Gênero: poesia. Formato 14×21 cm, 80 p. 2ª edição, 2021. R$ 25,00. ISBN 978-85-86882-77-7.

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As canequinhas de ágata também à espera do ritual do café. Esse era mais fraco, menos encorpado. Porém, o mesmo ponto de ebulição. Então, eu me aproximava do fogão a lenha para sentir o cheiro da brasa atiçada, queimando até o limite, para que o nariz sentisse o que era o calor insuportável, traçando marcas de fogo em minha memória para que nunca mais se apagassem. A madeira enegrecida. Mas eu sabia que de algum modo que o olor da lenha ardendo era o da Humanidade desde os primeiros encontros à volta das fogueiras no tempo das cavernas. Então, vinha a sede de café e da água descansada em potes de barro: a mistura entre saciedade e frescor de minha história junto à terra.

Todos os homens são girassóis. Solange Sólon Borges. Formato 14×21 cm, 200 p. 2ª edição, 2021, R$ 30,00. ISBN 978-85-86882-78-4. Faça sua pré-reserva pelo whastapp (11) 9 7439-6657 ou por e-mail: editora@editoraoartifice.com.br ou editoraoartifice@gmail.com